43 dias

(Eu queria ter feito esse post no dia 12 desse mês, quando completei meu primeiro mês aqui em Porto… Mas os dias aqui passam tão rápido que só pude fazer isso agora.)

Um mês.
As águas rolaram por debaixo da ponte, e quando eu percebi, já tinha passado esse tempão.
Só tenho a agradecer por tudo que eu to vivenciando, principalmente aos meus pais extraordinários e lindos, que me motivaram e me apoiaram desde o começo, enfrentaram a burocracia comigo, choraram no aeroporto comigo e estão no meu coração em qualquer lugar que eu vá.
Essa viagem é o melhor presente que eu poderia ganhar deles, depois da luz minha própria vida.

Obrigada também a todos os meus amigos que me desejaram boa sorte e que lembram de mim de vez em quando, assim como eu lembro deles sempre. Muita saudade desse povo.
Longe dos amigos e da família, é que você aprende a valorizar as pessoas boas que tão sempre por perto, não importa a distância.

Nesse começo, o que eu posso dizer é que viajar pode proporcionar experências novas e incríveis, visões deslumbrantes, fotos, novos sabores e cores, novas pessoas… Mas o mais surpreendente é ter a oportunidade de perceber o que permanece em você apesar da mudança de país, o que te faz ser quem você é, e buscar se descobrir por dentro a cada descoberta externa.
É isso que eu to vivendo agora.

E como o assunto é viajar…
Amanhã eu e o pessoal aqui de casa estamos indo conhecer a Espanha por uma semana! Vamos chegar em Barcelona, depois Valencia e Madri. Já recebi várias dicas de amigos atenciosos e aceito muitas outras mais. Quem já tiver ido, fique a vontade pra compartilhar.

Até a volta (;

Futebol Tunado

Sumi por uns dias por conta de outros compromissos, mas to viva ainda! (:
E com tanta coisa pra contar, que nem sei…

Os dois momentos que eu mais curti na semana passada foram a apresentação da tuna universitária e o jogo de Portugal.
Vamos lá:

As tunas universitárias são grupos de acadêmicos de cada faculdade, que se reúnem para tocar e cantar músicas tradicionais dessa época mágica que é a graduação.  Existem tunas de meninos, de raparigas, e as mistas.
Fomos assistir uma apresentação da tuna da Faculdade de Ciências no domingo passado, na rua. As músicas são muito cativantes, e a mistura da tradição com a irreverência fica muito fixe (ou legal).
A Ilana fez a mendiga e foi convidada para a valsa…


…Os rapazes são um mix de dançarinos do créu velocidade 3 e astros do rock…

…E também rola uma ginástica rítmica / kung fu com os estandartes.

Inclusive, semana que vem vai rolar aqui em Porto o vigésimo quinto Festival Internacional de Tunas Universitárias. Bora?

Já na sexta passada, fomos ao jogo Portugal x Islândia aqui no Estádio do Dragão (aquele, humilde…).
Nesse fenômeno sociológico que é uma partida de futebol, as duas maiores diferenças que notei nos costumes das pessoas:
1. Ao contrário do Brasil, a grande maioria das pessoas não usa a camisa da seleção ou de outros times pra ir ao jogo, e sim o cachecol com as cores e o brasão do ditocujo – Dito isso, claro que cada um de nós na hora se sentiu na obrigação de arranjar um cachecol de Portugal (:
2.  Todo mundo vai e volta de metro. A estação do Estádio é enorme, e só fica cheia de gente em dias de jogo. Não vi uma mínima mudança no trânsito ao redor do estádio, a não ser em frente a entrada principal, onde as pessoas precisavam atravessar a rua, do metro para o estádio. Além disso, o metro coloca a disposição dezenas de funcionários para orientar as pessoas e agilizar as coisas em dias de jogo. Show de bola.

Além disso, o estádio é tão lindo por dentro quanto por fora, e meu coração parou por 3 segundos quando dei de cara com o gramado.
O campo fica num nível bem próximo às cadeiras, você fica muito mais “dentro” do jogo. E com muito mais vontade de pisar na grama, também ;D

E mesmo que eu esteja em outro país fazendo a ryca, jamais vou esquecer de representar o meu Joinville Esporte Clube, que inclusive hoje meteu 4×1 e está a um jogo de subir pra série B. Queria muito ter visto isso na Arena, mas não tenho muito o que reclamar no quesito jogo de futebol, certo?

Pra quem ficou curioso: ficou 5x3, pra Portugal (:

No mais, tudo decorreu na paz de Nossa Senhora Maria Chuteira: dribles, gols, pipoca, ôlas, penalti, emoção, festa, juiz ladrão…
É bom saber que algumas coisas são universais.

Essa viagem, mesmo no início, tá me dando de presente momentos simples e deliciosos, que me fazem sentir mais viva.
Deve ser isso o que chamam de qualidade de vida.
A apresentação da tuna, um piquenique no parque ao lado de casa, uma boa aula…
Só posso reclamar é da saudade.

Até (;

Pedaços da rua

Quem quiser conhecer um pouco da arte urbana que rola aqui nas ruas do Porto, 
pode conferir esse post no site do Coletivo Chá.

Até (;

À portuguesa

A pedido de gordinhos dos dois lados do Atlântico, àvidos por novidades vegetarianas, aí vão as primeiras impressões dessa viagem gastronômica.

No momento que cheguei aqui no nosso prédio (lembra que ficamos trancados pra fora?), desci no Pão Quente Leão aqui do lado e pedi um Guaraná Antartica. Foi a primeira coisa que tomei em Portugal, pra começar o intercâmbio com o pé direito. Depois, descobrimos que aqui também tem um chamado Guaraná Brasil, com um tucano estampado na lata verde e amarela, apesar de ser fabricado em Portugal.

Guaranás!

Outra doçura brasileira são os gelados (ou picolés), que vem direto do Brasil pra nos refrescar nas tardes quentes de passeios.

Refrescância 100% brasileira.

Aqui em Portugal (acho que no resto da Europa também) os estabelecimentos já aceitaram que os vegetarianos existem e também tem fome. Ainda fico com o pé atrás quando tenho que comer fora… (É meu instinto herbívoro :B) Mas isso tende a passar com o tempo.
Também, não precisa de muita frescura no prato pra me agradar. Depois de me tornar vegan, aprendi a provar mais coisas diferentes (O paladar acaba mudando, o que é ótimo!) e me farto com qualquer prato de arroz com feijão e batata frita.
Eu sempre encontro alguma coisa decente em todo lugar que vou, e os restaurantes que não tem nada no cardápio compreendem perfeitamente e se esforçam pra improvisar alguma coisa gostosa. Não sei se eu tive sorte até agora ou se é isso mesmo, espero que seja!

Meu almoço numa tarde quente perto da Reitoria

Até no almoço chique que tivemos essa semana no Museu do Douro, me deliciei. Sopa de cogumelos como entrada e depois um risoto que tava tão gostoso que esqueci de fotografar.

Sopa no Museu e a louça tradicional portuguesa

E como criança de barriga vazia não presta atenção na aula, o refeitório da faculdade tem sempre três opções de cardápio: onívoro, “dieta” e vegetariano. Tem bastante variedade na semana, e eles servem almoço e jantar todos os dias por um preço bom (2,25 euros). A refeição inclui suco, pão, sopa, prato principal e sobremesa. Além da estrutura ser ótima e o almoço barato, acabei provando uns pratos tradicionais e umas coisas diferentes aqui, como croquetes de milho e alho francês (ou alho poró) com batatas. Só de lembrar dá fome!

Primeira refeição na faculdade :D

Ir ao supermercado nunca foi tão difícil. É complicado escolher no que investir, com tanta opção! Toda vez que vou, trago uma marca de iogurte diferente. As coisas da Alpro, que tem aqui mas eu já conhecia no Brasil, continuam no topo do ranking das mais gostosas. E tem várias marcas de leite de soja, sorvete, congelados diferentes e algo parecido com linguiça, além das coisas de glúten. Provei pouca coisa até agora, mas to gostando da maioria (:

Comida vegan faz as pessoas ficarem felizes, assim (:

É claro que nem tudo é um mar de rosas… Comida de restaurante é um pouco insosa, o arroz é empapado, aqui se come muita carne de porco e 90% dos alimentos leva ovo.
Mas contra todos esses infortúnios, tenho em casa duas jóias chamadas Vanessa e Marcela, que fazem Gastronomia e dão um jeito pro arroz ficar soltinho, que me fazem provar um molho de tomate incrível na massa, e que administram as refeições pra gente ser feliz <3

E falando nelas,  lembrei do jantar universitário. É uma janta com pratos baratos, cerveja e sangria (vinho + frutas + cerveja) incluidos, com várias mesas compridas cheias de universitários a cantar músicas tradicionais…
“Imaculada Senhora dos Pastéis
Fazei com que o vinho
Não se acabe nos tonéis.
E que a àgua ardente
Seja cada vez mais forte!
Juro e jurarei,
Beberei até à morte.
E quando morrer,
Não quero choros nem gritos,
Quero ao pé de mim,
Um garrafão de cinco litros!”

O Felipe já morreu e tá à espera do garrafão.

Fim de semana passado eu e as meninas conhecemos um lugar apaixonante: a Rota do Chá. É uma casa de chá com vários ambientes, um jardim com mesinhas baixas e um cardápio infinito de chás de todos os lugares do mundo. Os dois que eu experimentei (“Love Story” e “Champagne Strawberry”) tinham cheiros incríveis, pareciam perfumes. Passamos lá um bom tempo, comendo torradas e sanduíches, tomando chá e nos sentindo num universo paralelo. É romântico e aconchegante… É especial pra mim porque tenho uma relação particular com o chá. Tenho saudade de lá, e quero levar todos que vierem me visitar pra passar uns minutos nesse outro mundo :)

Eu, feliz.

Um universo paralelo no Porto.

Já peguei outras dicas sobre compras e restaurantes vegetarianos na cidade, e se calhar faço outros post sobre comida no decorrer dos meses.
Que haja taekwondo pra queimar todas essas delícias!

Até (;

A nossa praia

O que faz um dia na praia ser inesquecível?

Eu diria que os ingredientes podem ser a beleza da praia em si, o sol na medida certa, os artigos indispensáveis (cangas, óculos de sol, protetor…), a temperatura da água, mas principalmente, as pessoas que vão junto.

Antes de vir, admito, eu estava com um pé (e meio) atrás quanto o pessoal que iam morar comigo. Conhecia uns dois ou três de vista, e o resto deles eu nunca tinha visto antes das reuniões no Brasil. Tive receio das pessoas serem chatas, mimadas, preconceituosas, fedidas, sarnentas, e tudo o mais. Nunca se sabe, né?

Só relaxei quando cheguei aqui em Portugal, e todos me receberam super bem.  Logo nós identificamos os times dos solteiros e dos comprometidos, dos bêbados e dos que não bebem, dos onívoros e dos herbívoros (ok, to jogando sozinha nesse time :T), dividimos os apartamentos, fizemos compras, faxina ao som de música alta, e pude ver que ficar com o pé atrás foi uma besteira.

Os guris toda hora que vão no mercado, compram um quitute vegan (ou végan, aqui) pra mim, de presente, como quem diz: “tu é chata, mas a gente aguenta!” e por enquanto sempre teve um ser humano paciente e bom de matemática pra fazer as contas de divisão do mercado tirando os itens que eu não consumo (carnes, leites, ovos, chocolates com leite, queijos, etc etc etc).

O povo que mora comigo foi uma grata surpresa, e eu espero que a gente se dê bem todos os dias, até o fim do intercâmbio. Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza. É galera, é quase um casamento… Só que com 9 pessoas.

Povo que mora comigo: casamentos, kuduro e chinelagem.

Sendo assim, fomos nós, cada um com seus 9 cônjuges pra praia de Matosinhos.
É a praia mais próxima aqui de Porto, dá pra ir de metro rapidinho.
Matosinhos é como se fose um distrito de Porto. Com lojinhas, lanchonetes, um porto e infinitas gaivotas. Logo no início do areal há um monumento em memória dos pescadores que morreram em uma tempestade em 1947.

Monumento aos pescadores e gaivotas que não acabam mais.

Chegamos lá antes do almoço, e o dia estava feio, feio, feio. Mas como somos brasileiros e não desistimos de uma praia nunca, sentamos pra tomar um picolé e ver se o tempo abria. Tomamos um picolé, dois, três, uma cerveja (sem àlcool, pra mim), uma batatinha e tcharan! O sol abriu lindo e majestoso pra gente passar o resto de tarde na areia.

Matosinhos antes e depois do sol.

Logo foram estendidas as cangas e providenciadas uma bola de volei e um kit de frescobol. Depois de algumas horas chegaram mais alguns que tinham ficado com medo do tempo feio mais cedo.

O mulherio.

Os corajosos arriscaram uns mergulhos na àgua geladíssima, porém gostosa. Eu entrei no mar e no segundo mergulho já não sentia mais os tornozelos. Fizemos uma caminhada pra recuperar as articulações, com direito a ver uma mulher praticando naturismo em plena praia, com marido e filho dando apoio moral… E nos despedimos do mar com mais mergulhos congelantes.

O povo.

O por do sol inspirou todo mundo a fazer palhaçada na areia. Quando dei por mim, eu estava subindo no ombro dos guris pra tentar fazer uma pirâmide humana.

É... eu tentei.

Mas foi a minha colega de quarto da Gastronomia, a Marcela, que se mostrou imbatível nas modalidades dois e três andares. A menina é um fenômeno.

Marcela: talento é pra quem tem.

O dia acabando, a fome batendo… Trocamos de roupa e batemos em retirada pra casa. Cansados, bronzeados e com mil lembranças do dia na praia.

Céu do fim da tarde na praia, com arco-íris e tudo.

Sem dúvida, agora eu vou com os dois pés a frente.

Até (;

O (meu) Porto

Faz 12 dias que cheguei no Porto. No ir-e-vir de resolver coisas desde a minha chegada, deu pra conhecer alguns lugares, e vou fazer um panorama geral da cidade:

A primeira coisa que se repara quando se chega num lugar novo são as casas e construções ordinárias que ladeiam as ruas. Aqui tem prédios e casas muito fofas, que dão o tom da cidade.

Casas na vizinhança, ao sol do Porto

Os bairros mais comerciais tem o mesmo encanto das casinhas apertadas e antigas, com ladeiras pra todos os lados, o que tá me instigando a comprar uma bicicleta por aqui.

Casas no centro e perto da Reitoria. Me sinto numa cidadezinha de brinquedo!

Antiga, muito nobre, sempre leal, invicta, e cheia de ladeiras.

As fachadas e os nomes das lojas são uma graça a parte quando se anda pelas ruas.

"Pedante que vai pra Portugal e acha que tá na Europa" @tiposdepedante

Dois lugares importantes pra nós: a Praça dos Aliados, que fica perto de mais ou menos tudo, e onde fica a Câmara Municipal (ou Prefeitura), o Palácio da Bolsa e outros prédios bonitos e imponentes. E a Praça Gomes Teixeira, que abriga a Reitoria da Universidade do Porto, onde podemos resolver muitos pepinos acadêmicos. Perto da Reitoria ficam também alguns bares (o Piolho é o mais tradicional), que nas quartas e sextas transformam o lugar numa espécie de Lapa do Porto, um agito só.

Reitoria da U.Porto e Pça dos Aliados

Pelas redondezas tem também a Estação de São Bento, que é a estação de comboios (ou trens) do Porto. Já demos um olhada, as passagens pra cidades próximas como Braga e Guimarães são baratas, vamos aproveitar pra conhecer assim que der. A estação tem a característica que rege o visual da cidade: a tradição dos azulejos e o antigo convivendo com a modernidade dos meios de transporte e construções contemporâneas.

Estação de São Bento

Falando em transporte, aqui a gente usa muito o metro (ou metrô). É moderno, rápido, limpo, confortável e fácil de se achar. Pra ser perfeito, só faltava a tarifa zero. Mas mesmo assim, na condição de estudantes, pagamos 14 euros por mês para andar de metro, autocarro (ou ônibus) e bonde quantas vezes precisarmos. Os autocarros aqui são movidos a gás natural (!). Mais um fator que tá me motivando a comprar uma bicicleta é que podemos levá-la sempre no metro e nos autocarros, uma bela mão na roda.

Metro que passa pela ponte por cima do Rio Douro, estação de metro na superfície e Salgueiros, a estação da nossa casa.

De metro se vai a todo lugar, inclusive uma paragem (ou ponto) importante é o Estádio do Dragão, que é o estádio do FC Porto, o time de futebol da cidade. Visitei o estádio em um dia sem jogo, só para conhecer mesmo. Pra quem estava acostumada a ir na Arena Joinville, o Estádio do Dragão é coisa de outro mundo. Adotei o Porto como meu time provisório esse ano, e assim que tiver um jogo que o ingresso não custe os olhos da cara, vamos todos assistir. A loja do time é enorme, e tem todos os artigos que você possa imaginar com a marca do FC Porto, em várias versões diferentes. Já sei onde vou comprar uns presentes pro Bruno, pro sogro e mais alguns amigos (:

E pra fechar o tour com chave de ouro, só mesmo o Rio Douro, que corta a cidade no meio e cria o principal cartão postal do Porto. Nas noites de segunda feira, o forte é ir pra Ribeira (beira do Rio, acertou), que vira a segunda Lapa da cidade. Na semana passada, com um pandeiro, gente bêbada e vozes incansáveis, fez-se uma roda de samba brasileira, que contagiou os estudantes de outros países de estavam em volta e fez a gente voltar pra casa quase de manhã.
Vale a pena também ir a pé ou de metro até Gaia, o que te faz passar por cima de uma das pontes que ligam as duas margens do Rio Douro. A vista é sensacional num dia de sol, com os barquinhos turísticos passando por baixo da ponte. Ainda vamos fazer esse passeio.

De Gaia, a vista do lado esquerdo, da ponte e do lado direito. Sem palavras!

Hoje é sábado, eu e as meninas aqui de casa estamos tramando o que vamos fazer para conhecer mais cantos dessa cidade cativante.

Até (;

A viagem

“Diz que nunca entrou na de viajar, vai?”

Depois de meses de inscrições, preparativos, documentos, burocracias… Minha viagem finalmente começou. E foi na festa de despedida, dois dias antes do vôo pra Portugal.

Todos os amigos convidados, salgadinhos e docinhos vegans na mesa, música boa tocando. A cada de pessoa que me perguntava sobre a viagem, que dava uma lembrancinha (ganhei um presente mais lindo que o outro, trouxe todos!) ou me dava um abraço apertado e desejava boa sorte, a ficha ia começando a cair. “Caramba, vou viajar mesmo, ficar um ano longe de tudo… E agora?” (Pra falar a verdade, nos primeiros dias que eu passei aqui, a ficha não tinha acabado de cair ainda.)

Convite que fiz pra despedida

Depois disso foi limpar a bagunça da festa, enfiar os últimos itens na mala (…sentar em cima dela pra fechar), e partir pro aeroporto. A despedida dos pais e do Bruno foi com o coração apertado, nos últimos minutos antes do embarque. Chorei bastante, até o avião decolar. O medo da saudade é triste demais, mas eu tive que encarar pra poder estar aqui e conhecer um lugar totalmente diferente, estudar, e depois poder receber todo mundo aqui!

Últimos beijinhos antes de ir

A conexão no Rio foi loooooonga (das 8:30h às 17:30h, VALEU), mas foi legal. Mais perto do almoço meus irmãos, os cunhados e minha sobrinha foram me ver. Comemos, discutimos o sentido da vida, rimos muito e no fim, os abraços e beijos. Agora espero todo mundo vir me visitar. (:

Família me distraindo na minha conexão de 9h

No avião, depois dos filmes na telinha em frente (Piratas do Caribe 4 e Kung Fu Panda 2 :D ), da janta (tinha opção de massa :D ), dormi, conversei com a mulher do lado, tomamos café da manhã e finalmente chegamos em Lisboa. Foi lindo!

Portugal me recebeu como o slogan da companhia aérea: de braços abertos. Na mão esquerda, me mostrou a lua se pondo no horizonte. Na mão direita, um céu vermelho de nascer do sol. Logo o céu era amarelo e lilás, e depois um arco-íris. Um bom começo pra quem tinha mais um vôo pela frente pra chegar em casa.

Vim com mais um colega de Joinville, que tá morando com a gente, o Leandro. Enfrentamos a fila suave da imigração (umas 150 pessoas na nossa frente, só), demos uma volta pelo aeroporto de Lisboa procurando o portão de embarque, e depois de pegar um ônibus, ir pra outro terminal, fazer o embarque e voltar pro mesmo terminal do começo pra entrar no avião (não foi burrice nossa, foi o esquema da TAP, acredite se quiser), pegamos o vôo. Pelo menos foi curtinho, só deu tempo de ir no banheiro.

Em Lisboa: Eu, o Leandro e a fila.

No aeroporto de Porto encontramos mais um povo que veio no vôo direto e nos esperou, e viemos pra casa. Assim que chegamos, nossa amiga Pamella trancou-se ela própria e todo mundo pra fora de casa! Já que não tinha jeito, fui no Pão Quente Leão (ou padaria) que tem aqui do lado, tomei um guaraná Antártica (uhul! Aqui tem!) e liguei pros meus pais, pros sogros e depois pro Bruno.

Todo mundo bem, cansados porém vivos, entramos em casa e me deparei com a notícia mais linda do dia: nosso prédio é só nosso! São dois apartamentos, um em cima do outro, pra cinco pessoas em cada. Ficamos as cinco meninas em um e os cinco meninos no outro. Perfeito! Os apartamentos são novinhos, uma fofura, e estamos todos convivendo muito bem.

De lá pra cá foi isso, veremos o que vem adiante!

Até (;

Começar do início

Oi vocês (:

Fiz esse blog para dividir e registrar os momentos, as curiosidades, as dicas e miudezas desse meu intercâmbio de um ano em Portugal.

Vamos começar do começo: Oi, eu sou a Mariana, tenho 19 anos. Vim pra Portugal para estudar um ano de Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Sou vegana, drug free, faço taekwondo, gosto de arte urbana, de rap… E mesmo com toda a esquisitice, tenho um menino que gosta de mim e que eu adoro, no Brasil. Ele é o Bruno, e em algumas semanas vamos nos ver de novo. Moro com mais 9 pessoas aqui no Porto, to amando tudo e tirando muitas fotos.

Vou tentar mostrar o continente, a cidade e a rotina do lado de cá, através do meu olhar incomum.

Espero que gostem de viajar comigo!

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